MORI

Localização: Vilamoura, Portugal
Programa: Construção nova
Área: 2698m²
Fase de Projecto: Em curso
Ano: 2026-...
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A implantação decorre da leitura da topografia como matriz operativa do projecto. As catorze habitações em banda distribuem-se por dois corpos longitudinais que acompanham a pendente natural do terreno. As variações altimétricas informam a definição das cotas, dos acessos e da relação entre as diferentes unidades, introduzindo diferenciação numa estrutura tipológica comum.
A relação entre os espaços interiores e exteriores é definida de modo distinto em função do nível e da orientação. Na cave, pátios de pequena dimensão asseguram iluminação e ventilação natural aos espaços de apoio. No piso térreo, a abertura directa das áreas sociais para os jardins e piscinas privativas constrói uma continuidade espacial e funcional entre interior e exterior. No piso superior, esta relação é qualificada por elementos metálicos fixos, circunscritos a este nível e concebidos a partir de uma reinterpretação das latadas da arquitectura popular algarvia. Nas fachadas a norte, a sua disposição mais espaçada estabelece o ritmo do alçado e integra floreiras com vegetação trepadeira, conferindo espessura e profundidade à fachada. Na fachada sul, a estrutura metálica prolonga-se sobre os terraços dos quartos, desenhando uma sucessão de pérgulas. A rotação parcial dos perfis filtra a luz, introduz variação na incidência solar e resguarda as relações visuais entre habitações contíguas, construindo um equilíbrio entre abertura, sombra e intimidade.
Em contraponto com a linearidade e a repetição modular dos blocos habitacionais, o edifício de uso comum assume uma geometria autónoma e de carácter centrípeto. A configuração curva do espaço, a continuidade dos revestimentos e a entrada controlada de luz zenital procuram construir uma atmosfera serena e recolhida, adequada a utilizações de carácter contemplativo ou colectivo.





































